terça-feira, 24 de novembro de 2009

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA
Alunos da E.M. Dom Máximo produzindo textos variados.
Professora Maria Lúcia
E.M. Dom Máximo Biennés
Alunos da E.E. Frei Ambrósio lendo
Professora Cícera Alves Feitosa
E.E. Frei Ambrósio
Alunos da E.M. Dr. José Rodrigues Fontes, lendo e produzindo
textos.
Professora Marilza
E.E. Dr. José Rodrigues Fontes
RELATO DE EXPERIÊNCIAS

"Durante os estudos que tivemos sobre o TP6, pudemos aprender um pouco mais sobre a leitura e processos de escrita para então podermos repassá-los aos nossos alunos. Pois antes de qualquer atividade com os alunos é necessário uma série de estudos e reflexões sobre o que se vai trabalhar. E quando se fala de leitura e processo da escrita, isso tem que ser feito de forma mais cautelosa ainda.
Trabalhar a leitura e a escrita em sala de aula não deve ser simplesmente ensinar padrões de leitura e escrita, mas sim professores e alunos estarem em constantes práticas de leitura e escrita, conforme está inserido no TP6 página 73:

[...] não basta ensinarmos os modelos sem que os alunos e nós mesmos possamos praticá-los em diferentes situações sócio-comunicativas e por meio do aprendizado do uso, pela prática da escrita e reescrita de textos numa dinâmica que inclui dois movimentos básicos de retomada de práticas já conhecidas e expansão para outros usos da escrita. Esses procedimentos que sugerimos no material objetivam desenvolver o conhecimento da língua a partir de modelos, incentivar a capacidade de auto-reflexão de cada um dos alunos envolvidos, o trabalho em grupo, a abertura para a percepção das necessidades do leitor provável e também a criatividade e autonomia na escrita de textos diversos.


Para isso, a prática da leitura e da escrita tem que ser pensada como uma sequência em que o aluno sempre tenha a oportunidade de pensar e refletir sobre o texto que produz e interaja com o próprio texto e com os textos de seus colegas.
Considerando esse tipo de interação, dividi a sala da 2ª fase do 3º ciclo “B” em grupos e pedi que cada grupo produzisse um texto argumentativo na qual teria que convencer as pessoas a adquirirem um produto sem muita importância. Dentre os produtos estavam: meia furada, celular estragado e sem bateria, desinfetante com mau cheiro, e pneu de estepe furado.
Assim que cada grupo terminou de produzir o texto, foi feita a socialização dos textos que se deu de maneira bastante prazerosa e descontraída, pois os alunos gostaram muito da atividade.
Outra atividade que proporcionou bastante satisfação para eles foi o texto: Espírito Carnavalesco, na qual após o lerem em grupo tiveram que escrever um final para ele. No momento da socialização houve grande emoção e envolvimento dos alunos, pois cada grupo a sua maneira atribuiu um final ao texto e somente um dos grupos não teve muita criatividade em criar o final do texto. O grupo que não teve muita criatividade não deve ter atentado para o título e nem para o assunto do texto, pois finalizaram o texto dizendo que o marido foi e pediu para que parassem com o barulho e pararam com o barulho. Os demais grupos conseguiram estabelecer uma relação entre o título, o desenvolvimento e o final do texto.
Tenho percebido que através dos encontros que temos a cada mês, as minhas aulas têm sido enriquecidas, pois o que aprendo durante os encontros, pratico com meus alunos.
Portanto é de suma importância que nós enquanto educadores, estejamos em constante processo de formação continuada, pois através dessas formações adquirimos mais experiências e renovamos as esperanças em garantir para nosso futuro uma educação de maior qualidade ".

Marily Campos de Morais Ferreira
Professora da E.E. Prof. Demétrio Costa Pereira
LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II







LINGUAGEM E ARGUMENTAÇÃO
Maria Luiza Monteiro Sales Coroa






• Nossa existência de seres humanos é moldada pela nossa capacidade de agir pela linguagem.
• Distinguimo-nos de outras espécies animais porque somos capazes de nos constituir humanos pelo exercício da faculdade da linguagem.
• Pela linguagem organizamos o saber, a vida. Pela linguagem agimos sobre nossos pares e sobre o mundo. Por isso, todos os seres humanos são, ao mesmo tempo, origem e produto da linguagem, origem e produto da história que nos leva a construir formas de comunicação e de atuação específicas.
• Nessa perspectiva, todo uso da linguagem é argumentativo, pois estabelece uma interação com o outro, uma relação de fazer social.
• Cada atividade de linguagem em que nos engajamos tem propósitos e finalidades e se assim considerarmos, toda vez que nos comunicarmos buscamos fazer algo, impressionar o outro buscar reações, convencê-lo.
• Somos seres argumentativos porque objetivamos algo com o uso da linguagem. (Pág.13 e 14).


A CONSTRUÇÃO DA ARGUMENTAÇÃO








Professores dramatizam texto escritos por eles.

• Estratégias ou recursos argumentativos: variedade de formas de conhecimento utilizadas;

• Tese: idéia principal... objetivo de convencimento do leitor / ouvinte.

• Argumentos: motivos ou razões utilizadas para convencer o leitor da validade da tese.


A TESE E SEUS ARGUMENTOS




• Argumentos baseados no senso comum, ou consenso;
• Argumentos baseados em provas concretas;
• Argumentação por exemplo;
• Argumento de autoridade;
• Argumentos por raciocínio lógico.

Argumentação inadequada ou defeituosa: quando não dá condições para que os objetivos sejam atingidos. Razões: incompreensão, desenvolvimento do texto, não correspondência entre argumentos e “mundo real”. Pág. 55

Boa argumentação: depende da clareza, do objetivo (da tese a comprovar), da solidariedade entre os argumentos: todos devem conduzir para o mesmo objetivo.Pág.55
Professores produzem textos Argumentativos:

Analise o objeto/ produto apresentado e desenvolva um texto argumentativo para vendê-lo;
Expor oralmente a argumentação;

1- Pneu de estepe velho e furado.
2- Bola murcha (furada) e com gomos rasgados.
3- Caneta usada e sem carga.
4- Embalagem de baton.
5- Óculos sem lente.
6- Desinfetante mal cheiroso.
7- Mala sem alça.
8- Lâmpada queimada.
9- Ferro de passar roupa, estragado.
10- Celular sem bateria.
11- Meia furada

PRODUÇÃOTEXTUAL
Silviane Bonaccorsi Barbato


Processo de produção textual
• Planejamento;
• Escrita ou composição;
• Revisão;
• Edição.

Funções básicas da língua escrita:





• a) Expressiva: é utilizada para a expressão individual, centrada no eu (diários, cartas depoimentos, bilhetes, artigos, poemas)
• b) Apelativa: é centrada no leitor e tem por objetivo influenciar o comportamento de quem lê.
• c) Metalingüística: quando a linguagem se refere a si mesma, se constituindo
objeto de descrição e explicação.
• d) Poética: ao focar no texto as suas possibilidades expressivas, o autor elaborar no leitor uma experiência estética.
• e) Referencial: utilizada para descrever, conceituar e informar.




PLANEJAMENTO



Metacognição: habilidade de refletir sobre os próprios processos cognitivos (usos da percepção, memória, linguagem, atenção e raciocínio), como, por exemplo a tomada de decisão em relação ao uso de um certo raciocínio durante uma resoluçãode problemas. Pág. 81



ESTRATÉGIAS:

• Modelo inicial;
• Comparação e diferenciação entre textos;
• Condução do aprendizado – passo a passo;
• Conhecimento prévio sobre o tema;
• Trabalho em grupos troca de experiências;
• Leitura coletiva e individual;
• Dinâmicas;
• Atividades interdisciplinares. Pág. 101



REDAÇÃO NA ESCOLA
Eglê Franchi
O ensino-aprendizagem da linguagem escrita, a produção de textos, o desenvolvimento da capacidade de expressão verbal estão, de modo direto e básico, dependentes da descoberta pelos alunos de si mesmos, da valorização pessoal e da valorização da própria linguagem, de uma mudança de atitude de seu próprio texto, diante dos interlocutores no processo comunicativo ou receptores de suas manifesta. Pág. 146


A ESCRITA
A noiva que não se casou

Conta-se uma história
De um casal apaixonado
Que por muito se amar
Resolveram se casar

Um deles morava próximo ao ISM
E o outro perto da Imaculada Conceição
E apenas uma ponte
Separava esses dois corações

Como esse amor aumentava
Marcaram o casamento
Para o dia 13 de Maio
Mas foi interrompido no momento

O motivo da interrupção
Foi a morte da noiva
Que sem nenhuma explicação
Caiu dura no chão

Passados sete dias da morte
Algo terrível começou acontecer
Pois a noiva que não se casou
Aos homens começou a aparecer

Todas essas aparições
Aconteciam em uma ponte
E provocavam medo nos homens
Fazendo-os passar de longe

Como as notícias se espalharam
A população então resolveu
Pintar a ponte de branco
Em homenagem a noiva que morreu

Assim essa ponte ficou conhecida
Como a famosa ponte branca
Que embora hoje já não mais exista
Ainda está em nossa lembrança

Escrito por: Marily Campos de Morais Ferreira, durante o encontro do Gestar II - Oficina: "Leitura e Processos de EscritaII"

• A escrita se desenvolve a partir de avanços e retrocessos, mas à medida que praticamos fica mais fácil vermos os avanços. Pág. 104

• A produção textual tem como trabalho central a escrita do texto. Todas as etapas estão interligadas, mas podemos ensinar nossos alunos que durante a escrita podem planejar novamente e revisar o que escreveram, dialogando com seu texto, fazendo perguntas como as indicadas por Calkins (2002: 166 e 167): “- O que eu disse até agora? O que estou tentando dizer? De que outra forma eu poderia abordar este tema?Qual é a coisa mais significativa para mim? Como posso torná-la significativa para os meus leitores?”. Pág.110


Professores produzem texto a partir do fragmento do texto "Espírito Carnavalesco"
Espírito Carnavalesco


Ensaios da escola de samba Mocidade Alegre atrapalham sono de moradores da região.”
( Cotidiano, 29 jan. 2001.)

Cansado, ele dormia a sono solto, quando foi bruscamente despertado pela esposa, que o sacudia violentamente.
– Que aconteceu? – resmungou ele, ainda de olhos fechados.
– Não posso dormir. – queixou-se ela.
– Não pode dormir? E por quê?
– Por causa do barulho – ela, irritada: - Será possível que você não ouça?
Ele prestou atenção. De fato, havia barulho. O barulho de uma escola samba ensaiando para o carnaval: pandeiros, tamborins… Não escutara antes por causa do sono pesado. O que não era o caso da mulher. Ela exigia providências.
– Mas o que quer você que eu faça? Perguntou e, agora, também irritado.
– Quero que você vá lá e mande eles pararem com esse barulho.
O PROCESSO DE PRODUÇÃO TEXTUAL: REVISÃO E EDIÇÃO


• A revisão é desencadeada após a escrita do primeiro rascunho, da primeira versão do texto. Neste momento, o autor deve começar a se distanciar do próprio texto para considerar o objetivo, o assunto, a forma a fim de poder significar para a audiência, trabalhando a seqüência das idéias.

• A avaliação deve acontecer numa perspectiva comunicativa, considerando os elementos das situações; do próprio processo de produção textual de seus alunos e de tratamento do tema, elegendo elementos relevantes para serem revistos pelos alunos-escritores.

• Os parâmetros de revisão podem variar de acordo com as competências e habilidades que estejam sendo trabalhadas: objetivo, audiência (interlocutores / leitores) relevância, seqüência, nível de formalidade, função da comunicação.
Pág. 134




• Revisar um texto implica tomar decisões sobre a audiência, os gêneros de texte as restrições e características relacionadas ao suporte e como o conteúdo deve ser tratado de acordo com a situação e com o objetivo que se quer alcançar. Se, por exemplo, existe alguma dúvida quanto à organização de dado trecho do texto, o autor é capaz de definir enquanto escreve ou no processo de revisão uma questão como “isto não está claro, não é suficiente”, o que o levaria a “reelaborar de forma mais clara”. Escritores maduros estão em um contínuo processo de reflexão.

• A última etapa do processo de composição, denominada edição, envolve os reajustes finais visando à acuidade: é a hora de polir mais uma vez aspectos de coesão e coerência, a pontuação, a ortografia segundo as convenções estabelecidas. Pág. 142


LITERATURA PARA ADOLESCENTES
Maria Antonieta Antunes Cunha



A proposta de abordagem da literatura exige uma ação muito responsável, atenção constante e aguda. Não podemos confundir ações soltas e sem validade com experiências que valorizam e garantem outra coisa: o direito de cada um – sobretudo no campo da arte – de escolher, de pensar, sentir e reagir diferentemente do outro. Afinal, é nisso que a boa literatura aposta: no novo, no diferente, na expressão mais democrática e mais subversiva do mundo.

• Como pedir que ela ajude a formar pessoas conformadas, capazes tão-somente de repetir o que viram, ouviram ou leram?

• Existem boas formas de explorar a literatura na escola?





ADOLESCENTES, LEITURA E PROFESSORES

• Um trabalho mais sistemático em torno da forma artística da obra literária se dá paulatinamente, sempre apoiado na leitura prazerosa. Os próprios alunos, apoiados até nos trabalhos feitos com fragmentos, vão registrando a forma especial de expressão de cada obra.

• O que não devemos é inverter a ordem. Em primeiro lugar, como ponto de partida de tudo, deve estar o contato, o conhecimento da obra.

• Há uma constatação absolutamente óbvia, em torno desta proposta: o professor tem de ter entusiasmo, conhecimento em torno da literatura e contato constante com obras literárias.

• Sem conhecimento e sem experimentar a literatura, o professor tem chances muito reduzidas de ajudar a formar leitores verdadeiros.









quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Acompanhamento Pedagógico







































































































Gestar II - Língua Portuguesa - nas ruas de Cáceres




Alunos da escola Estadual Dr. "José Rodrigues Fontes ", sob a orientação da professora Marilza, analisam e produzem textos em diversos gêneros.






"Os alunos estão produzindo com mais entusiasmo", diz a professora.







quarta-feira, 11 de novembro de 2009

4ª OFICINA


TP5: Estilo, Coerência e Coesão





Um dos objetivos da Lingüística é levar o professor a compreender a fundo o que é língua. Para tanto, na oficina do TP5 demos ênfase á lingüística textual trabalhando conceitos e prática pedagógica envolvendo estilo, coerência e coesão textual.



A abordagem teórica sobre o assunto foi pautada nos textos do TP5, incluindo os textos do Ampliando Nossas Referências de Lapa ( 1998) e Koch (1989) que tratam de forma sucinta e objetiva conceitos fundamentais da lingüística textual. A discussão sobre o assunto possibilitou-nos uma análise mais consistente das atividades desenvolvidas em sala de aula.



Para Complementar, incluímos atividades práticas para explorar alguns dos muitos recursos que a estilística textual nos oferece.



Com atividades de interpretação e leitura de pequenos textos, provérbios, adivinha, trava línguas, expressões populares e silogismos, exploramos a expressividade dos professores cursistas.




Provérbios

1.A caridade começa por nós próprios
2. A cavalo dado não se olha o dente
3. A esperança é a última a morrer
4. A felicidade é algo que se multiplica quando se divide
5. A fome é o melhor tempero
6. A função faz o órgão
7. A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha
8. A galinha que canta como o galo corta-se-lhe o gargalo
9. A minha liberdade acaba onde começa a liberdade dos outros
10. A noite é boa conselheira
11. A ocasião faz o ladrão

Adivinhas

a) O que é que tem leito mas nunca dorme?
b) O que todos tem dois e você só tem um?
c) O que é pior que uma girafa com dor de garganta?
d) Por que o passarinho não briga com o leão?
e) O que é que só se quebra quando se descobre?


Travalínguas


1. Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.

2. Cinco bicas, cinco pipas, cinco bombas. Capa parda, parda capa. Chega de cheiro de cera suja. Capa parda, parda capa. Bagre branco, branco bagre. Blusa de ceda preta. Bote a bota no bote e tire o pote do bote. Caixa de graxa grossa de graça. Cozinheiro cochichou que havia cozido chuchu chocho num tacho sujo.

3. Dê o trigo para os três tigres no prato de prata.

4. Eu congelo a água gelada com gelo que tem selo à prova d’água.

5. Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.

6. Embaixo da pia tem um pinto que pia, quanto mais a pia pinga, mais o pinto pia!

7. Embaixo da pia tem um pinto, enquanto o pinto pia, a pia pinga.

8. Essa trava é uma trova pra te entravar. Entravar com uma trova é uma trava de lascar!

9. Essa pessoa assobia, enquanto amassa e assa a massa da paçoca de amendoim.

10. Fia, fio a fio , fino fio, frio a frio.

11. Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia.

12. Gato escondido com o rabo de fora tá mais escondido do que rabo escondido com o gato de fora.

13. Luiza lustrava o lustre listrado; o lustre lustrado, Luzia.

14. O doce perguntou pro doce, qual é o doce mais doce que o doce de batata doce e o doce respondeu pro doce que o doce mais doce que batata doce é o doce de batata doce.


Silogismo

Forma de raciocínio dedutivo que consta de duas proposições como premissas e outra como conclusão, sendo a última uma inferência necessariamente dedutiva das outras duas. Foi formulado pela primeira vez por Aristóteles.

"Deus ajuda quem cedo madrugaQuem cedo madruga, dorme à tarde...Quem dorme à tarde, não dorme à noite...Quem não dorme à noite, sai na balada!!!!!!!Conclusão: Deus ajuda quem sai na balada!!!!!!"




Essas atividades ajudaram os professores a refletirem sobre as várias possibilidades de se utilizar recursos estilísticos (sons, frases, palavras e enunciação) em sala de aula, assim como, foi possível rever alguns conceitos sobre a utilização desses gêneros em atividades pedagógicas com alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental.



Desenvolvemos atividades analisando a coerência e Coesão textual, partindo do pressuposto que coerência combina os textos com seu exterior e a coesão combina os textos com seu interior, assim os dois juntos são responsáveis pela interpretação significativa e coerente de um texto (Maria Luiz Monteiro Sales Coroa TP 5).



Para ilustrar os conceitos trabalhados, levamos aos professores cursistas textos verbais e não verbais (crônicas, capas de revistas, tirinhas, charges e textos publicitários) para que pudessem elaborar ou rever seus conceitos e práticas sobre coerência e coesão textual.



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Transposição Didática

Transposição Didática


Algumas atividades referentes ao conteúdo do TP4: Leitura e processos escrita I, desenvolvidas em sala de aula pelos professores de Língua Portuguesa dos anos finais do Ensino Fundamental.





Leitura, escrita e cultura

Alunos pesquisando o ambiente letrado nas proximidade da escola



E.M. Dom Máximo Biennés
Profº. Paulo Vieira da Silva





Letramento e Diversidade Cultural

Festas Populares: produção de vários tipos de textos (informativo, convite, anúcios, etc.) referentes as festas populares da cidade.




E.E. Ana Maria das Graças Noronha
Profª. Durcinéia Alves Cândida



Alunos organizam materiais e conhecimentos necessários para produzir seus próprios textos.


E.E. Frei Ambrósio
Profª Luciana da Silva Oliveira



Processo de Leitura

Alunos fazem levantamento dos assuntos que mais lhes interessam, pesquisam, analisam e discutem os temas e as fontes de informação.



E.E. Senador Mario Motta
Profº Luiz Zeferino Neves




Trabalhando a estrutura de alguns gêneros textuais


E.M. Eduardo Benevides Lindote
Profª. Maria José Magalhães Severino


Explorando nossa cidade: após discutirem sobre seus bairros e sua cidade, os alunos produzem textos diversos (anúncios, artigos, cartazes, poemas...).


E.M. Buriti
Profª Edenilda de Araújo Corrêa

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

3ª OFICINA


Leitura e processos de escrita I






Autorretrato






Para dar continuidade a elaboração de conceitos e práticas consideradas fundamentais para o fazer pedagógico do professor de Língua Portuguesa de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental, demos início à Oficina de Leitura e Processos de Escrita, sugerindo aos professores que em uma folha de papel fizessem seu auto-retrato. Na parte interna da folha pedimos que um grupo de professores conceituasse o processo de aquisição da escrita e outro grupo o processo de aquisição de leitura.



Os depoimentos e conceitos que surgiram a partir desta atividade serviram de pretexto para discutirmos o conceito de letramento.


Letramento



De acordo com Maria Antonieta Antunes Cunha (TP4, pág.31) o letramento se refere aos modos com que a escrita se apresenta na nossa sociedade, seus usos e suas funções nas diferentes situações comunicativas em que é utilizada coletiva e pessoalmente.


Para ilustrar o tema utlizamos alguns vídeos como este:




Ler devia ser proibido





Partindo deste pressuposto, o letramento é o estado ou condição que adquire um grupo social ou indivíduo como conseqüência de ter-se apropriado da escrita.



Neste processo de letramento a escrita e a leitura são consideradas práticas básicas para o ensino a partir do texto.



Para tanto, o professor precisa desenvolver um trabalho de leitura, compreensão, interpretação e escrita de diversos tipos e gêneros textuais, possibilitando assim a compreensão da funcionalidade da língua por parte do aluno.


D e como se constitui a questão...

O texto “De como se constitui a questão...” (Matencio, M de L. M., 1994) em Ampliando Nossas Referências, complementou as reflexões e discussões sobre as atividades de construção de sentidos, práticas discursivas de leitura e escrita, processo de letramento e a leitura e escrita dos alunos.


"Estou adotando, tal como Kleiman (1993, p.3), a visão de que o processo de
letramento é constituído por “práticas e eventos relacionados ao uso, função e impacto
da escrita na sociedade”, segundo a qual a leitura e a escrita realizada pelos alunos é
orientada não apenas pelo processo de escolarização, mas também pela experiência
prévia e/ou exterior à escola."

Matencio, M de L. M. Leitura, produção de textos e a escola.
Campinas: Mercado das Letras, 1994. p.17-19.

Relatos

Os relatos das transposições didáticas constituíram outro importante momento para troca de experiências, análises e reflexões sobre a prática pedagógica dos professores cursistas. A partir desses relatos foi possível perceber os avanços e dificuldades vivenciados por eles no desenvolvimento das atividades dos “Avançando na Prática” e do AAA 4, e fazer as intervenções e orientações necessárias.





POESIA


Cidadezinha Qualquer

Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.


Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
devagar... as janelas olham.


Eta vida besta, meu Deus.


ANDRADE, C.D. de. Poemas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959. p. 165


Os professores cursistas, divididos em pequenos grupos e por série, planejaram a exploração do poema "Cidadezinha Qualquer" de Carlos Drummond de Andrade. ( TP4- Oficina 7).
Neste momento, muitos professores relataram atividades já desenvolvidas em sala de aula com o poema "Cidadezinha Qualquer".




Durante a avaliação da atividade, os professores demonstraram estarem muito entusiasmados com as atividades sugeridas no material do Gestar II e com as sugestões dos colegas.
Com base no texto “Porque meu aluno não lê?” (Kleiman, 2002) do Ampliando Nossas Referências, discutimos o processo de leitura e compreensão do texto, abordando os tipos, objetivos e procedimentos de leitura, considerando inclusive a estrutura do texto.



Iniciamos a Oficina 8, com os relatos das atividades desenvolvidas dos Avançando na Prática , referentes às Unidades 15 e 16. Neste momento os professores relataram que as atividades sugeridas são muito práticas e envolventes, pois é possível trabalhar os vários gêneros e tipos de textos considerando a diversidade cultural dos alunos. Fechamos os relatos discutindo as crenças, teorias e fazeres na produção textual.
DEPOIMENTOS
Com depoimentos de escritores e educadores como Patativa do Assaré, Paulo Freire, Luís Fernando Veríssimo, Luiz Vilela e Lygia Fagundes Telles, concluímos o assunto sobre o processo de aquisição de leitura e escrita.

Patativa do Assaré

“Eu estudei só seis meses. Agora eu fui me valer do livro. Que não era o livro didático não. Eu não queria saber de categorias gramaticais não. Queria saber de outras coisas. Eu lia era revista, era livro, jornais. Eu queria era satisfazer minha curiosidade, não era ler gramaticalmente como vocês por aí não.

Neste globo terrestre
apresento os versos meus
porém eu só tive um mestre
e esse mestre é Deus

Foi a natureza mesmo. Muito curioso para saber as coisas, tudo o que eu lia eu gravava aqui na mente. Eu queria era ler as histórias, a vida da pátria e isso e aquilo, queria saber das coisas, não queria saber de livro de concordância e isso e aquilo. Agora, com essa prática de ler eu pude obter tudo, viu? Como se eu tivesse estudado, pegado livros didáticos, livros lá de colegas, essas coisas, viu?
Eu aprendi lendo. Com a prática de ler a gente vai descobrindo e sabe que nem pode dizer: tu sois e nós é. Eu aprendi com a prática.”
Feitosa, T. (Org.). Patativa do Assaré – digo e não peço segredo. São Paulo: Escrituras, 2003.

Luiz Vilela


"Muita gente pensa que é fácil. É um engano. Escrever é muito difícil. É a coisa mais difícil do mundo. Tem hora, por exemplo, que você empaca numa frase, ou numa simples palavra, e não há santo que ajude. Mas o pior é quando você quer escrever alguma coisa e não sai nada. Aí é desesperador. Quando isso ocorre, a vontade que eu tenho é a de meter a cabeça na parede."
Para gostar de ler, vol.8, p.9.




Na segunda parte da Oficina 8, os professores realizaram as atividades propostas fazendo o planejamento de atividades que desenvolveriam com os alunos a partir das imagens da Oficina 8.
A avaliação da Oficina como um todo, foi muito satisfatória, pois os professores estão conseguindo fazer a relação entre teoria e prática pedagógica.