quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Acompanhamento Pedagógico







































































































Gestar II - Língua Portuguesa - nas ruas de Cáceres




Alunos da escola Estadual Dr. "José Rodrigues Fontes ", sob a orientação da professora Marilza, analisam e produzem textos em diversos gêneros.






"Os alunos estão produzindo com mais entusiasmo", diz a professora.







quarta-feira, 11 de novembro de 2009

4ª OFICINA


TP5: Estilo, Coerência e Coesão





Um dos objetivos da Lingüística é levar o professor a compreender a fundo o que é língua. Para tanto, na oficina do TP5 demos ênfase á lingüística textual trabalhando conceitos e prática pedagógica envolvendo estilo, coerência e coesão textual.



A abordagem teórica sobre o assunto foi pautada nos textos do TP5, incluindo os textos do Ampliando Nossas Referências de Lapa ( 1998) e Koch (1989) que tratam de forma sucinta e objetiva conceitos fundamentais da lingüística textual. A discussão sobre o assunto possibilitou-nos uma análise mais consistente das atividades desenvolvidas em sala de aula.



Para Complementar, incluímos atividades práticas para explorar alguns dos muitos recursos que a estilística textual nos oferece.



Com atividades de interpretação e leitura de pequenos textos, provérbios, adivinha, trava línguas, expressões populares e silogismos, exploramos a expressividade dos professores cursistas.




Provérbios

1.A caridade começa por nós próprios
2. A cavalo dado não se olha o dente
3. A esperança é a última a morrer
4. A felicidade é algo que se multiplica quando se divide
5. A fome é o melhor tempero
6. A função faz o órgão
7. A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha
8. A galinha que canta como o galo corta-se-lhe o gargalo
9. A minha liberdade acaba onde começa a liberdade dos outros
10. A noite é boa conselheira
11. A ocasião faz o ladrão

Adivinhas

a) O que é que tem leito mas nunca dorme?
b) O que todos tem dois e você só tem um?
c) O que é pior que uma girafa com dor de garganta?
d) Por que o passarinho não briga com o leão?
e) O que é que só se quebra quando se descobre?


Travalínguas


1. Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.

2. Cinco bicas, cinco pipas, cinco bombas. Capa parda, parda capa. Chega de cheiro de cera suja. Capa parda, parda capa. Bagre branco, branco bagre. Blusa de ceda preta. Bote a bota no bote e tire o pote do bote. Caixa de graxa grossa de graça. Cozinheiro cochichou que havia cozido chuchu chocho num tacho sujo.

3. Dê o trigo para os três tigres no prato de prata.

4. Eu congelo a água gelada com gelo que tem selo à prova d’água.

5. Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.

6. Embaixo da pia tem um pinto que pia, quanto mais a pia pinga, mais o pinto pia!

7. Embaixo da pia tem um pinto, enquanto o pinto pia, a pia pinga.

8. Essa trava é uma trova pra te entravar. Entravar com uma trova é uma trava de lascar!

9. Essa pessoa assobia, enquanto amassa e assa a massa da paçoca de amendoim.

10. Fia, fio a fio , fino fio, frio a frio.

11. Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia.

12. Gato escondido com o rabo de fora tá mais escondido do que rabo escondido com o gato de fora.

13. Luiza lustrava o lustre listrado; o lustre lustrado, Luzia.

14. O doce perguntou pro doce, qual é o doce mais doce que o doce de batata doce e o doce respondeu pro doce que o doce mais doce que batata doce é o doce de batata doce.


Silogismo

Forma de raciocínio dedutivo que consta de duas proposições como premissas e outra como conclusão, sendo a última uma inferência necessariamente dedutiva das outras duas. Foi formulado pela primeira vez por Aristóteles.

"Deus ajuda quem cedo madrugaQuem cedo madruga, dorme à tarde...Quem dorme à tarde, não dorme à noite...Quem não dorme à noite, sai na balada!!!!!!!Conclusão: Deus ajuda quem sai na balada!!!!!!"




Essas atividades ajudaram os professores a refletirem sobre as várias possibilidades de se utilizar recursos estilísticos (sons, frases, palavras e enunciação) em sala de aula, assim como, foi possível rever alguns conceitos sobre a utilização desses gêneros em atividades pedagógicas com alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental.



Desenvolvemos atividades analisando a coerência e Coesão textual, partindo do pressuposto que coerência combina os textos com seu exterior e a coesão combina os textos com seu interior, assim os dois juntos são responsáveis pela interpretação significativa e coerente de um texto (Maria Luiz Monteiro Sales Coroa TP 5).



Para ilustrar os conceitos trabalhados, levamos aos professores cursistas textos verbais e não verbais (crônicas, capas de revistas, tirinhas, charges e textos publicitários) para que pudessem elaborar ou rever seus conceitos e práticas sobre coerência e coesão textual.



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Transposição Didática

Transposição Didática


Algumas atividades referentes ao conteúdo do TP4: Leitura e processos escrita I, desenvolvidas em sala de aula pelos professores de Língua Portuguesa dos anos finais do Ensino Fundamental.





Leitura, escrita e cultura

Alunos pesquisando o ambiente letrado nas proximidade da escola



E.M. Dom Máximo Biennés
Profº. Paulo Vieira da Silva





Letramento e Diversidade Cultural

Festas Populares: produção de vários tipos de textos (informativo, convite, anúcios, etc.) referentes as festas populares da cidade.




E.E. Ana Maria das Graças Noronha
Profª. Durcinéia Alves Cândida



Alunos organizam materiais e conhecimentos necessários para produzir seus próprios textos.


E.E. Frei Ambrósio
Profª Luciana da Silva Oliveira



Processo de Leitura

Alunos fazem levantamento dos assuntos que mais lhes interessam, pesquisam, analisam e discutem os temas e as fontes de informação.



E.E. Senador Mario Motta
Profº Luiz Zeferino Neves




Trabalhando a estrutura de alguns gêneros textuais


E.M. Eduardo Benevides Lindote
Profª. Maria José Magalhães Severino


Explorando nossa cidade: após discutirem sobre seus bairros e sua cidade, os alunos produzem textos diversos (anúncios, artigos, cartazes, poemas...).


E.M. Buriti
Profª Edenilda de Araújo Corrêa

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

3ª OFICINA


Leitura e processos de escrita I






Autorretrato






Para dar continuidade a elaboração de conceitos e práticas consideradas fundamentais para o fazer pedagógico do professor de Língua Portuguesa de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental, demos início à Oficina de Leitura e Processos de Escrita, sugerindo aos professores que em uma folha de papel fizessem seu auto-retrato. Na parte interna da folha pedimos que um grupo de professores conceituasse o processo de aquisição da escrita e outro grupo o processo de aquisição de leitura.



Os depoimentos e conceitos que surgiram a partir desta atividade serviram de pretexto para discutirmos o conceito de letramento.


Letramento



De acordo com Maria Antonieta Antunes Cunha (TP4, pág.31) o letramento se refere aos modos com que a escrita se apresenta na nossa sociedade, seus usos e suas funções nas diferentes situações comunicativas em que é utilizada coletiva e pessoalmente.


Para ilustrar o tema utlizamos alguns vídeos como este:




Ler devia ser proibido





Partindo deste pressuposto, o letramento é o estado ou condição que adquire um grupo social ou indivíduo como conseqüência de ter-se apropriado da escrita.



Neste processo de letramento a escrita e a leitura são consideradas práticas básicas para o ensino a partir do texto.



Para tanto, o professor precisa desenvolver um trabalho de leitura, compreensão, interpretação e escrita de diversos tipos e gêneros textuais, possibilitando assim a compreensão da funcionalidade da língua por parte do aluno.


D e como se constitui a questão...

O texto “De como se constitui a questão...” (Matencio, M de L. M., 1994) em Ampliando Nossas Referências, complementou as reflexões e discussões sobre as atividades de construção de sentidos, práticas discursivas de leitura e escrita, processo de letramento e a leitura e escrita dos alunos.


"Estou adotando, tal como Kleiman (1993, p.3), a visão de que o processo de
letramento é constituído por “práticas e eventos relacionados ao uso, função e impacto
da escrita na sociedade”, segundo a qual a leitura e a escrita realizada pelos alunos é
orientada não apenas pelo processo de escolarização, mas também pela experiência
prévia e/ou exterior à escola."

Matencio, M de L. M. Leitura, produção de textos e a escola.
Campinas: Mercado das Letras, 1994. p.17-19.

Relatos

Os relatos das transposições didáticas constituíram outro importante momento para troca de experiências, análises e reflexões sobre a prática pedagógica dos professores cursistas. A partir desses relatos foi possível perceber os avanços e dificuldades vivenciados por eles no desenvolvimento das atividades dos “Avançando na Prática” e do AAA 4, e fazer as intervenções e orientações necessárias.





POESIA


Cidadezinha Qualquer

Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.


Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
devagar... as janelas olham.


Eta vida besta, meu Deus.


ANDRADE, C.D. de. Poemas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959. p. 165


Os professores cursistas, divididos em pequenos grupos e por série, planejaram a exploração do poema "Cidadezinha Qualquer" de Carlos Drummond de Andrade. ( TP4- Oficina 7).
Neste momento, muitos professores relataram atividades já desenvolvidas em sala de aula com o poema "Cidadezinha Qualquer".




Durante a avaliação da atividade, os professores demonstraram estarem muito entusiasmados com as atividades sugeridas no material do Gestar II e com as sugestões dos colegas.
Com base no texto “Porque meu aluno não lê?” (Kleiman, 2002) do Ampliando Nossas Referências, discutimos o processo de leitura e compreensão do texto, abordando os tipos, objetivos e procedimentos de leitura, considerando inclusive a estrutura do texto.



Iniciamos a Oficina 8, com os relatos das atividades desenvolvidas dos Avançando na Prática , referentes às Unidades 15 e 16. Neste momento os professores relataram que as atividades sugeridas são muito práticas e envolventes, pois é possível trabalhar os vários gêneros e tipos de textos considerando a diversidade cultural dos alunos. Fechamos os relatos discutindo as crenças, teorias e fazeres na produção textual.
DEPOIMENTOS
Com depoimentos de escritores e educadores como Patativa do Assaré, Paulo Freire, Luís Fernando Veríssimo, Luiz Vilela e Lygia Fagundes Telles, concluímos o assunto sobre o processo de aquisição de leitura e escrita.

Patativa do Assaré

“Eu estudei só seis meses. Agora eu fui me valer do livro. Que não era o livro didático não. Eu não queria saber de categorias gramaticais não. Queria saber de outras coisas. Eu lia era revista, era livro, jornais. Eu queria era satisfazer minha curiosidade, não era ler gramaticalmente como vocês por aí não.

Neste globo terrestre
apresento os versos meus
porém eu só tive um mestre
e esse mestre é Deus

Foi a natureza mesmo. Muito curioso para saber as coisas, tudo o que eu lia eu gravava aqui na mente. Eu queria era ler as histórias, a vida da pátria e isso e aquilo, queria saber das coisas, não queria saber de livro de concordância e isso e aquilo. Agora, com essa prática de ler eu pude obter tudo, viu? Como se eu tivesse estudado, pegado livros didáticos, livros lá de colegas, essas coisas, viu?
Eu aprendi lendo. Com a prática de ler a gente vai descobrindo e sabe que nem pode dizer: tu sois e nós é. Eu aprendi com a prática.”
Feitosa, T. (Org.). Patativa do Assaré – digo e não peço segredo. São Paulo: Escrituras, 2003.

Luiz Vilela


"Muita gente pensa que é fácil. É um engano. Escrever é muito difícil. É a coisa mais difícil do mundo. Tem hora, por exemplo, que você empaca numa frase, ou numa simples palavra, e não há santo que ajude. Mas o pior é quando você quer escrever alguma coisa e não sai nada. Aí é desesperador. Quando isso ocorre, a vontade que eu tenho é a de meter a cabeça na parede."
Para gostar de ler, vol.8, p.9.




Na segunda parte da Oficina 8, os professores realizaram as atividades propostas fazendo o planejamento de atividades que desenvolveriam com os alunos a partir das imagens da Oficina 8.
A avaliação da Oficina como um todo, foi muito satisfatória, pois os professores estão conseguindo fazer a relação entre teoria e prática pedagógica.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA: REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA PEDAGÓGICA

Trabalhando com Gêneros Textuais: Textos Literários e não Literários


Leila Castro da Silva[1]

RESUMO: Neste texto apresento minha experiência de prática em sala de aula com textos literários e não literários, com os gêneros poesia e notícia. Trabalho este realizado através do curso Gestar II. O mesmo foi desenvolvido com a turma da 1ª fase do 3º ciclo da Escola Estadual “Esperidião Marques”, de Cáceres, durante algumas aulas do segundo bimestre do ano letivo de 2009.
PALAVRAS-CHAVE: literário - não-literário – poesia – notícia.

A escolha do tema deste projeto Trabalhando com gêneros textuais e do título Descobrindo caminhos da poesia, deu-se devido a já termos trabalhado separadamente os gêneros – poesia e notícia, utilizando com o último, jornais impressos e televisivos. Então, a junção de textos de anúncios reais e fictícios veio ao encontro do que a turma já estava estudando, e assim complementaria e facilitaria o entendimento sobre texto literário e não literário.
Dessa forma, o objetivo maior deste trabalho é, além de levar os alunos a distinguirem as características do texto literário e do não literário, também dar condições e orientações a eles em suas produções de textos, inclusive, para os textos vistos cotidianamente, como os anúncios e propagandas, numa perspectiva discursiva.
Durante muito tempo no ambiente escolar, os gêneros foram associados apenas à literatura, mas, com as propostas de trabalho dos PCNs, essa idéia foi ampliada e os gêneros são reconhecidos como unidades sociocomunicativas para qualquer finalidade de textos (Gestar II – TP 3. p.55 )
A proposta do trabalho se inicia com a leitura de dois textos e, em seguida, a elaboração da produção textual. Ao lerem o texto 1, intitulado “Classificados”, os alunos logo lembraram dos anúncios dos jornais e dos que sempre estão em murais em alguns pontos da cidade (mercados, farmácias, fotocopiadoras e outros). Após a leitura, houve discussão sobre a forma composicional dos objetos listados e sobre as informações contidas no anúncio, enfim, os alunos perceberam que se tratava de um texto curto e objetivo. Feito esse entendimento, analisaram as questões propostas, e todos tiveram oportunidade de elaborar os seus questionamentos.
Hoje, há um consenso entre os estudiosos para se classificar os textos: tanto os textos literários, quanto os não-literários, são assim classificados por um conjunto de fatores que não podem ser considerados isoladamente, mas dependendo da função maior que um texto exerce na interação, sua classificação pode variar. Os textos considerados literários põem, geralmente, em ressalva, o plano da expressão, da sonoridade, do jogo de imagens, já os textos não-literários (funcionais ou utilitários) têm como finalidade maior a informação (informar, convencer, explicar, responder, ordenar, etc.).
No momento da leitura do texto 2, “Anúncio de Zoornal”, de Sérgio Caparelli, houve dúvidas em relação a palavra “Zoornal”, pois, até então era desconhecida de todos. Percebeu-se neste momento que sozinhos tiveram dificuldades em responder às questões propostas, já que o texto tem uma linguagem diferente da que eles usam cotidianamente, pois se trata da linguagem poética. Mas, com aprofundamento nas leituras e direcionamento da prática de sala de aula, os alunos foram compreendendo e achando interessante o texto, inclusive quando descobriram a formação e significação da palavra “Zoornal”, que se configura em criação do artista, que era a dúvida no início da leitura.
A literatura é chamada de ficção, isto é, imaginação de algo que não existe particularizado na realidade, mas no espírito de seu criador. O objeto da criação poética não pode, portanto, ser submetido a verificação extratextual. A literatura cria o seu próprio universo, semanticamente autônomo em relação ao mundo em que vive o autor, com seus seres ficcionais, seu ambiente imaginário, seu código ideológico, sua própria verdade, animais que falam a linguagem humana, tapetes voadores, etc. (Salvatore, 1995:19)
Ao analisarem os dois textos, perceberam as diferenças e semelhanças existentes entre eles, constataram através da linguagem, o que faz parte do real e o que faz parte do imaginário. Que o primeiro texto trata de um anúncio real, com objetos verdadeiros, e com objetivos verdadeiros e que o segundo trata-se de um anúncio ficcional em que o autor brinca com as palavras/imagens, explorando-as para proporcionar prazer ao leitor e ouvinte.
Neste sentido, é valioso lembrar a importância da leitura de gêneros diversificados, que possibilitem aos estudantes maior conhecimento textual, isto é, levá-los, a saber, que “Do mesmo modo que desenvolvemos uma competência lingüística quando apreendemos o código lingüístico, desenvolvemos uma competência sociocomunicativa quando apreendemos comportamentos lingüísticos”. (Gestar II. 2008:24). Toda nossa comunicação se dá por textos. E todo texto se realiza em um gênero, e como ele é considerado uma unidade sociocomunicativa, a sua sistematização no aprendizado e também no ensino leva em consideração diversas características, essas podem ser ligadas ao tema, ao modo de organizar as informações, ou ao uso que se faz do texto nas práticas sociais e discursivas.
Enriquecendo ao parágrafo acima, Marcuschi afirma que: “ Os gêneros textuais são os textos que encontramos em nossa vida diária e que apresentam padrões sociocomunicativos...são formas textuais escritas ou orais bastante estáveis, histórica e socialmente situadas”. (2008:155).
Ao criarem seus anúncios, os alunos observaram quais verbos (modo e tempo) iriam usar, quais características dariam aos objetos anunciados, buscaram no dicionário a ortografia de algumas palavras, dialogaram bastante e também deram boas risadas, pois faziam várias combinações, rimas etc. Percebeu-se que foi uma ótima experiência, houve interesse dos alunos, principalmente, no momento de criarem os textos – anúncios – reais e ficcionais, pois, é também pelo estudo e pela prática de textos que os estudantes poderão ser bem sucedidos no desempenho lingüístico.
Neste sentido, é coerente lembrar o que diz os PCNs (1998:24) em relação à seleção dos textos: “Os textos a serem selecionados são aqueles que, por sua características e usos, podem favorecer a reflexão crítica, o exercício de formas de pensamento mais elaboradas e abstratas, bem como a fruição estética dos usos artísticos da linguagem, ou seja, os mais vitais para a plena participação numa sociedade letrada”.
Portanto, acredito que, ao trabalhar com os gêneros textuais, despertou-se nos alunos a consciência de que nos comunicamos por textos, por gêneros, e não simplesmente por palavras isoladas, que exercemos nosso trabalho na linguagem quando construímos nossos próprios textos a partir de escolhas lingüísticas que condizem com a nossa história de vida, experiências e propósitos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR – Gestar II. Língua Portuguesa: Caderno de Teoria e prática. Brasília; Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2008.
D’ONOFRIO, Salvatore. Teoria do texto 1. Prolegômenos e teoria da narrativa. São Paulo editora Ática, 1995.
PARÂMETROS CURRICULARES NACONAIS. 2. Língua Portuguesa: terceiro e quarto ciclo do ensino fundamental: língua portuguesa/Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1998.
MARCUSCHI, Luiz Antonio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.

Professora Cursista do Programa Gestar II- Língua Portuguesa -Cáceres/MT.
[1]E. E. “Esperidião Marques”, Cáceres/MT.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

2º OFICINA: TP3



GÊNEROS E TIPOS TEXTUAIS





Com o objetivo de proporcionar momentos de estudos e reflexões sobre o trabalho com os gêneros e tipos textuais em sala de aula, iniciamos a oficina do TP 3 de Língua Portuguesa explorando a concepção que nossos professores possuíam em relação ao tema. Para tanto, utilizamos a dinâmica dos "balões de textos"(em cada balão havia um papel com um gênero e /ou tipo textual, após estourarem os balões , os professores falariam sobre eles ).
ANALISANDO GÊNEROS TEXTUAIS



Levamos uma grande variedade de gêneros textuais (crônicas, poesias,cordel, carta comercial, carta pessoal, horóscopo, bula, propaganda, biografia, diário, fábula, receita, bilhete, divulgação científica, cartão postal,convite, conto...) para que os professores fizessem a análise do material considerando: classificação (gênero), forma, leitor, tipo de linguagem, finalidade e aplicabilidade em sala de aula. Esta atividade possibilitou a análise de diferentes textos, tendo como base as orientações e sugestões do TP3 e a troca de experiências de trabalhos já realizados pelos professores. Complementamos esta atividade com a leitura do texto do Ampliando nossas referências: “Gêneros textuais: definição e funcionalidade” de Luiz Antonio Marcuschi.


LEITURA E PLANEJAMENTO


Utilizando o poema “Poema tirado de uma notícia de Jornal” de Manoel Bandeira e a música “Bom dia” de Gilberto Gil e Nana Caymmi, os professores cursistas planejaram atividades de leitura,interpretação e produção de textos visando à análise, caracterização e classificação dos gêneros textuais.
A leitura e discussão do texto “Descrição e dissertação” (Platão, F. & Fiorin, J. L. Para entender o texto) do Ampliando as referências- TP3 permitiu uma reflexão sobre as características e o uso, dentro fora da sala de aulas, dos vários tipos de textos: narrativos, descritivos, dissertativos (expositivos e argumentativos) e os injuntivos e preditivos.


SEQUÊNCIAS TIPOLÓGICAS



Em pequenos grupos, os professores desenvolveram as atividades 05 da Unidade 11 e 04 da Unidade 12, consideradas fio condutor de reflexão sobre os conceitos fundamentais das unidades acima citadas, ou seja, “um gênero compõe-se de várias seqüências tipológicas diferentes, e as variadas seqüências tipológicas que compõem um gênero também podem ser muito heterogêneas, mas estão sempre muito interligadas, pois presta-se à realização desse gênero”(TP3 pág.163).

MOMENTO DE POESIA


Além das atividades orientadas no material, incluímos momentos de envolvimento emocional através da leitura e declamação de poesias.


A poesia em sala de aula tem como objetivo sensibilizar os professores e alunos para a fruição estética, apreciação do sensível.

SOCIOCOMUNICAÇÃO



Concluímos o TP3 desenvolvendo as atividades propostas na Oficina 6 (análise do texto "Composição: salário mínimo" de Jô Soares) que serviram para consolidar os conhecimentos construídos até aquele momento:em um texto podemos encontrar várias seqüências tipológicas, mas é a situação sócio-comunicativa que define o gênero do texto.


Transposição Didática

Atividades didáticas desenvolvidas por professores cursistas com seus alunos, tendo como subsídio teorias de aprendizagens e didáticas trabalhadas na oficina do TP3.

1ª OFICINA - GESTAR II DE LÍNGUA PORTUGUESA


1ª OFICINA

GUIA GERAL


APRESENTAÇÃO

A apresentação do Programa Gestão da Aprendizagem – Gestar II de Língua Portuguesa ao professores cursistas do município de Cáceres iniciou-se em clima de expectativas e dúvidas por parte de todos: O Gestar era só mais um curso de capacitação de professores? Teria acompanhamento? Ajudaria na prática pedagógica? Afinal, o que era o Gestar II?


MURO DO DESABAFO
Antes de apresentarmos o Programa Gestar II e responder todas essas questões, optamos por desenvolver uma atividade que abrisse espaço para que os professores se apresentassem aos colegas e ao mesmo tempo pudessem compartilhar com o grupo suas angustias e frustrações enquanto professores de Língua Portuguesa dos anos finais do Ensino Fundamental.
A atividade foi denominada de “Muro do Desabafo”. Diante dele, os professores expuseram todas as dificuldades vivenciadas em sala de aula tais como: indisciplina, desinteresse dos alunos, famílias desestruturadas e descompromissadas com a educação dos filhos, alunos com conhecimentos aquém do esperado para o nível de ensino que estão cursando, a falta de recursos didáticos pedagógicos adequados, escolas com estrutura física inadequada, avaliação inadequada do processo ensino aprendizagem, violência dentro e fora das escolas entre outros.

OS SABERES E SABORES DA DOCÊNCIA

Na seqüência apresentamos o muro “Os Saberes e Sabores da Docência”, representando alguns, dos muitos aspectos positivos dessa profissão (a competência, sabedoria, alegria, criatividade, inovação, desafio, descoberta, superação, envolvimento, transformação...) que tem compromisso com a construção da cidadania.

MOMENTO DE ANÁLISE...

Compreendemos que este foi um momento importante para começarmos nossa reflexão sobre o que ocorre dentro e fora da sala de aula, tanto do ponto de vista do conteúdo pedagógico como das relações entre os sujeitos envolvidos no processo de ensino aprendizagem. Sabemos que a sala de aula é um espaço privilegiado para ação educativa e o professor, como mediador desse processo contribui para o desenvolvimento de uma cidadania adaptada ao mundo contemporâneo e a para a construção das competências (Perrenound, Thurler, Macedo, Machado e Allessandrini, 2002).
REFLEXÃO

Ilustramos esta concepção, trabalhando o filme “O Saber e o Sabor” que dentre outras coisas, aborda uma ação educativa baseada em uma pedagogia construtivista que garante os sentidos dos saberes, cria situações de aprendizagem, administra a heterogeneidade e leva a reflexão dos processos e percursos da formação de professores.
GESTÃO DA APRENDIZAGEM
Foi partindo deste pressuposto que apresentamos o Programa Gestão da Aprendizagem – Gestar II de Língua Portuguesa aos professores cursistas de Cáceres: Modalidade, Proposta Pedagógica, Fundamentos da Proposta Pedagógica, Currículo do Gestar II- Língua Portuguesa, Avaliação, Expectativas de Mudanças e Especificidades do Programa, dando ênfase ao fato de que o Gestar II se orienta para a criação de uma nova escola, que contemple a complexidade do mundo contemporâneo articulando-o com a educação dos alunos, não perdendo de vista a formação permanente dos professores e as possibilidades de proporcionar espaços para o aperfeiçoamento do seu desempenho pessoal e acadêmico ( MEC, 2008).
AVALIAÇÃO

Com todas as dúvidas sanadas, encerramos a oficina com a avaliação das atividades desenvolvidas ao longo do dia e constatamos que os professores cursistas ficaram satisfeitos com as atividades e principalmente com a proposta de trabalho do Gestar II.